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fevereiro 23, 2010
Temos que ter muito cuidado para não criarmos mais um “apartheid” em nosso carnaval.

Por Denis Gomes

Assisti e brinquei; assim, pude reafirmar o que já contestava antes. A programação do Governo do Estado, através da FUNDARPE, tem qualidade, mas é muito mal distribuída. Em 2008 quase enfartei quando soube que Jorge Aragão viria a nossa cidade incrementar a grade musical do Carnaval dos Caretas (graças a Deus não TRIUNFOLIA – isto é abaianismo). O que quero dizer é que mais uma vez investiu-se pesado em um âncora e custou caro para artistas não tão expressivos na mídia. Some-se o espaço cultural de um dia de 2ª que deve ser voltado para a cultura popular: cortejos de afoxés, troças, maracatus, blocos culturais e, sobretudo para o FESTIVAL DOS CARETAS. Observemos que o número divulgado no palco foi ínfimo quando comparado ao número de Papangus que povoam as ruas de Bezerros durante os festejos de Momo.
Já tem sido difícil trabalhar a idéia da brincadeira voluntária, quanto mais se tivermos uma atração no palco que teoricamente esmaga a de chão. Não entendem da realidade local e já provaram isto mais de uma vez. Aí é preciso representação, força, punho da gestão para direcionar. Lembro que, através de uma árdua briga, conseguimos no referido ano devolver as atrações de chão para o nosso carnaval, apesar do desgaste pessoal adquirido no embate. Hoje vemos, através dos pontos de cultura, a facilidade em proporcionar a vinda de artistas populares para cá, mas falta redirecioná-los dentro da programação. É inadmissível lacunas, ocos nas matinês, espaços que poderiam ser muito bem preenchidos por cortejos e pela arte que mais rende: a do povão. Quem entra numa roda de samba ou no meio de um afoxé ou maracatu não quer sair mais. Tem sobrado, sem necessidade na 4ª, na 5ª e na 6ª.
Saliento que estive em Jericó na 2ª de carnaval e ratifico com letras maiúsculas as palavras do blogueiro Lucivaldo: faltou infra-estrutura – som, iluminação no palco e na praça, decoração, banheiros, enfim, o mínimo para um evento potencialmente forte; e o respeito necessário ao povo de Jericó que é triunfense como nós aqui da sede e aos visitantes que ali estavam. Tinha muita gente e é bom!
Por último, quero justificar o titulo do artigo. 4ª feira de cinzas eu vi um efeito mola maluca na região do Bosque Horácio Timóteo: bloco vai, bloco vem; num total de 03, praticamente sem intervalo. Coitados dos músicos da Isaias Lima! Pra que isto, gente? Perguntei a alguns servidores do SESC – Triunfo por que motivo o bloco havia sido desvinculado do Bacalhau – a grande reunião de blocos, a grande confraternização do nosso carnaval, feito em homenagem as pessoas que não podem brincar o carnaval por questões laborais. A resposta pareceu-me fabricada e ensaiada: o bloco agora é do SESC. O que entendi foi que o SESC fez o bloco para os seus funcionários, não para os funcionários e o povo de uma maneira geral. Mas estava na rua, inclusive eu curti o desfecho com a maravilhosa The Breack. Então será que não vale repensar para não se gerar um mal-estar ano que vem? O bom é que ser feliz, curtir a ilusão de um momento que seja vale à pena e quando não existe rivalidade é melhor ainda. Basta lançar um olhar para o pagodão que organizaram no Alto da Boa Vista. Será que não foi um protesto? É bom esquecermos a segregação e os cordões de isolamento.
Parabéns aos blocos que, de maneira geral, foram o maior destaque do nosso carnaval. O carnaval é dos caretas, mas estes têm deixado a desejar, infelizmente, e dinheiro na mão é vendaval!

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