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AS CAMBINDAS DE TRIUNFO NA VOZ DO PAI DO HIP-HOP NACIONAL

fevereiro 6, 2010

Nelsão Triunfo presta sua homenagem ao folclore de sua terra natal através da música: “As cambinas de maracatu de Triunfo”. A música é uma adaptação do hino da Cambindas, grupo folclórico que animou os festejos de momo em Triunfo/PE, no início do século XX.
Nascido em Triunfo/PE e influenciado por Luiz Gonzaga e James Brown, Nelson é reverenciado em todo o país como o pai do hip-hop brasileiro.

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Imagem: Cartunização de foto do Myspace do Nelson Triunfo


AS CAMBINDAS DE TRIUNFO
Com informações extraídas de textos da Professora e pesquisadora Maria Helena A. Pádua

As Cambindas surgiram em Triunfo por volta de 1913. Era um grupo de brincantes de características africanas formado predominantemente de homens liderados por Luiz Miguel, filho de Santana Fateira.
Com a morte de Luiz Miguel, assumiram a liderança do grupo João de Pastora e José Maleiro.
Segundo a Professora Maria Helena Pádua “…Vários anos depois, o grupo já integrava mulheres e havia maior colorido quando desfilavam nas ruas triunfenses nos períodos carnavalescos.
Suas vestes eram simples: usavam sais rodadas e compridas de chitão estampado. As blusas, por vezes brancas, outras de tecido igual ao da saia; eram largas, mangas compridas, decotes amplos com babados.
No grupo havia duas figuras de destaque: a nega veia e a porta-bandeira. A primeira era um homem vestido de mulher: pintava o rosto e os braços com tinta preta; na cabeça usava um turbante, também preto de onde pendiam várias medalhas douradas.
Na mão segurava uma vistosa boneca.
A porta-bandeira representada por uma menina, trajava saia e blusa curtas de leque vermelho e azul. Levava orgulhosamente o estandarte de seda vermelha e franjas amarelas onde se destacava em areia prateada o nome do grupo.
Chegava o carnaval; pelas ruas de Triunfo desfilavam “AS CAMBINDAS”. A distância já se ouvia o som forte da zabumba e o bater inconfundível do triângulo. Todos saiam as calçadas esperando o bloco vistoso e alegre que surgia cantando e dançando e se dirigia a casa mais próxima.
A nega veia pedia licença, respeitosamente, à dona da casa e, se concedida, entravam; a boneca era entregue a dona da casa enquanto toda a turma desfilava sua bonita dança ao som dos instrumentos e da melodia ritmada que entoava. Terminada a apresentação a boneca era devolvida com um dinheirinho para a nega veia que agradecia e saia, sempre dançando, acompanhada por todos. Seguiam para outra residência onde o mesmo cerimonial era repetido.
Os anos passaram. Os velhos morreram; os adultos tornaram-se velhos; as crianças tornaram-se adultos; as cambindas nunca mais apareceram. Nos carnavais que seguiam através dos tempos, os saudosistas falavam: “no meu tempo tinha as cambindas…”

Houve algumas tentativas de resgatar o saudoso bloco em nossa cidade.
Por duas vezes a Escola Alfredo de Carvalho tentou, o Lar Santa Elisabeth, e também o Grupo de Danças Ambrosino Martins tentou, mas todas estas tentativas embora louváveis não tiveram êxito, pelo menos durável, por assim dizer.(sic)

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