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janeiro 17, 2010

Artistas cobram da Fundarpe o pagamento de cachês

Por Michelle de Assumpção

michelleassumpcao.pe@dabr.com.br

Parte da comunidade artística que se sente prejudicada com a dívida manifesta indignação contra o poder público estadual

Notícias de atraso no pagamento de serviços culturais por instituições públicas gestoras do setor são comuns. Difícil é assistir a uma parte da comunidade artística atingida pelas dívidas ir a público manifestar sua indignação. É isso que está acontecendo com artistas e produtores pernambucanos que não receberam os cachês acordados por contratos emitidos pela Fundarpe no ano de 2009. São casos de artistas que realizaram oficinas dentro do festival Pernambuco Nação Cultural, que passou pelas doze regiões administrativas do estado, do Litoral ao Sertão.

“Prestei um serviço de produção executiva para um grupo que realizou a abertura do carnaval de 2008 e depois em Nazaré da Mata, no domingo de carnaval. Nunca recebemos pelo show em Nazaré. Recebemos o da abertura de carnaval. O interessante é que as duas propostas foram colocadas num formato idêntico, com todos os documentos que são solicitados, só que cada proposta com a data referente a cada show. Eles não pagaram o segundo por que dizem que não acharam o processo, mas não admitem que perderam”, conta o produtor Eudes Ciriano.

A classe produtora resolveu partir para a briga declarada e elaborou uma página na internet, no site de relacionamentos do facebook, batizada de “Fundarpi da Pilentrégi”. A criação é anônima, claro, mas o espaço termina sendo lugar de postagens de textos que satirizam a partir de situações alusivas aos débitos da Fundarpe com os artistas. Em alguns dias de funcionamento na web, já somava 63 amigos. Outro e-mail que circulou livremente foi do produtor cultural Léo Salazar. Ele se inscreveu num edital para ministrar a oficina Gestão Cultural para músicos de Garanhuns, durante o FIG 2009.

“Recebi R$ 300 em dinheiro, como adiantamento, para pagar despesas com material didático (apostilas). O contrato previa o pagamento restante (R$ 2.216,00) em 45 dias. Fiquei surpreso quando o departamento financeiro me informou que não havia empenho em meu nome. Todos sabemos que a realização de uma despesa, pela administração pública, deve seguir a ordem empenho-liquidação-pagamento. Pois bem, prestei o serviço (liquidação) sem empenho prévio. Logicamente que ainda não recebi o valor acertado”, explica.O artista plástico Moacir Lago Júnior, o Moa, também contou seu caso pela internet: “eu tive uma intervenção que foi selecionada, como de praxe, através do edital para o Festival de Inverno de Garanhuns. Primeiro, me ligaram para avisar que tinha sido selecionado, mas disseram que não havia grana para pagar os 50% adiantado”. Após negociar, Moa recebeu 50% do seu serviço (uma intervenção artística que exigia uma montagem complexa de materiais), mesmo assim de forma incompleta. Os 50% restantes ainda não foram pagos.O artista plástico Aslan Cabral é outro que não teve receito em expor seu caso: “Fui selecionado, junto com Carol Azevedo (estilista, que também não teve pago o seu cachê), para realizarmos uma oficina de figurino no Festival das Dálias, em Taquaritinga. Isso aconteceu em setembro e, desde lá, vários prazos foram dados e nunca cumpridos. O pior é que, quando ligamos ou perguntamos quando sairá o pagamento, somos tratados como não sei nem o quê, só sei que não é como profissionais que prestaram um serviço ao Governo do Estado”, reclama o artista.

Fonte:
Diário de Pernambuco

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  1. fevereiro 2, 2010 2:33 pm

    Pois é amigos, eu também fui roubado pela FUNDARPE, minha banda se apresentou na festa do Estudante de Triunfo em 01 de agosto de 2009 a até o exato momento nem promessas de pagamento, e quando ligo sou muito mau atendido pelos capachos que lá estão, e meu dinheiro que é bom. Nada!!!Mesmo assim Luciana Azevedo ainda fala que a FUNDARPE tem politicas publicas, ela tem contas publicas a pagar maldita FUNDARPE, o interessante é que a imprensa não se preocupa em detonar com esse povo que vive lá comendo todo recurso da FUNDARPE e esquecendo de pagar o nosso, que precisamos quitar debidos com o motorista e musicos… FUNDARPE UMA VERDADEIRA POLITICA PUBLICA CALOTEIRA…

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