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Diário de Pernambuco – Festival Lula Calixto feito na raça

novembro 12, 2009
Por Michelle de Assumpção // michelleassumpcao@dabr.com.br

“A caravana não morreu, não morreu nem morrerá”, cantou o coquista Lula Calixto, na primeira música gravada pelo Coco Raízes de Arcoverde, fundado por ele, na coletânea Pernambuco em Concerto, lançada no Recife no ano 2000, com direito a show na Rua da Moeda. A música é um hino da resistência da cultura de sua família, de raiz sertaneja, indígena. Calixto, desde suas primeiras composições, tratou de defender e valorizar o território musical. Ele viria a falecer pouco depois dessa gravação. Seu legado, no entanto, permanece. Não só no coco que continua na ativa e conquistando cada vez mais admiradores. Mas num festival de grupos populares, criado há quatro anos, que leva seu nome. A 4ª edição do Festival Lula Calixto leva atrações para dois palcos: um no Alto do Cruzeiro e outro, alguns metros mais afastados, em frente à sede do Coco Raízes e casa de alguns familiares do grupo.

A Cocada (Recife), Coco das Irmãs Lopes (Arcoverde), Cordas e percussões, Trupé dos mestres, Reizados das Caraíbas, Semente de Vulcão (Recife), Tonino de Arcoverde, tocam na sexta-feira. No sábado, a festa será com Folclore Verde Castainho, Coco Raízes Negras, Mazurca de Quixaba, maracatu Batuque do Sertão, Grupo Batuque, Nação Porto Rico, Toque Leoa, Pernamuamba e Aurinha do Coco. O samba do Raízes de Arcoverde encerra as duas noites. No domingo ainda tem festival, com o maracatu Sinhá, Coco Calixto, Ciranda da Terra, Adiel Luna e Coco Camará, Quilombo Axé, Ambrosimio e Gigantes do Forró. São grupos desconhecidos, na maioria, que toparam participar por amizade e respeito ao Coco Raízes e à história de Lula Calixto. Apesar do encanto que esse grupo produziu nos espectadores, desde que passou a integrar festivais de música popular – seja em Recife, São Paulo, Rio de Janeiro ou Europa – a realidade cotidiana dos seus brincantes não mudou muito.

A sinceridade da cantora, compositora e produtora do grupo dá o atestado: “não temos nada para comemorar, infelizmente. A gente segura essa onda por que é corajoso e se deixar de fazer não vão mais acreditar no grupo, vamos perder força”, diz Irã. Ela conta que esse ano (até o fechamento desta edição), nem a Fundarpe nem a Chesf (parceiros nos anos anteriores) haviam confirmado apoio para o Festival Lula Calixto. Mas vai acontecer com a presença em peso da população arcoverdense e cidades vizinhas. “O festival cresceu muito, agora não podemos mais deixar que acabe”, diz Irã.
Gentilmente copiado da coluna Viver, do Diário de Pernambuco
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