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Resposta ao vereador João Batista e esclarecimento aos leitores

julho 18, 2009
Por Denis Gomes

Concordo com o vereador João Batista quando diz “…o Pátio de Eventos representa um marco de Triunfo rumo ao futuro”. Mas quem disse que sou contra ao Pátio de Eventos? Nem eu, nem quem se ateve a uma leitura concentrada do que escrevi. O que discordo é o formato do projeto. Isto não é de agora. O próprio vereador sabe disto, afinal com o mesmo debati uma, duas, três, enfim, repetidas vezes a cerca da localidade do pátio. Ao me ser apresentado pelo ex-prefeito o projeto, cuja planta era diferente desta atual, preservando o Conjunto Castelinho e se estendendo até onde ficava o Banco do Brasil, também questionei a localidade. Mas por que não me manifestei publicamente antes? A resposta é simples:

1º) quando a gente faz parte de uma gestão muitas vezes tem que engolir determinados posicionamentos do primeiro escalão. Não podemos nos voltar contra nosso próprio time. Ou alguém já viu jogador de futebol atacar no sentido do próprio gol? No entanto, ratifico minha insatisfação desde antes com o amontoado proposto para o cais do lago João Barbosa;

2º) o projeto, conforme o próprio vereador, sofreu um desgaste, fruto de uma reprovação popular. Só num abaixo assinado foram coletadas mais de 2000 mil assinaturas reivindicando a não execução da obra naquela localidade. Ao afastar-me da SETTUR em agosto do ano passado vi o projeto dormir, dadas as preocupações eleitoreiras do momento. Ficamos sem o calçamento da rua que tangencia a Praça Carolino Campos e acreditei ficarmos, também, sem o pátio no local.

Quanto a minha divergência política com o atual gestor, não é novidade pra ninguém, mas desta vez advogo em seu favor, pois o mesmo está apenas pegando carona num projeto construído sob os alicerces do orgulho de outrem. No tocante a empresa supostamente fantasma que iniciou a obra é um buraco mais embaixo e fede. Se formos tocar neste assunto traremos à tona um mar de lama que nem a gestão passada e principalmente a atual se sentirá numa posição confortável para tratar o assunto. Esta “brincadeira” deixo pra vocês políticos que devem satisfação a sociedade.

Quando publicamos um artigo sabemos que cada linha escrita será sabatinada, contrariada, aplaudida, repudiada, louvada… Fico feliz em termos provocado a população para o assunto em questão, por tais linhas ter freqüentado pelo menos 04 blogs, ter sido manchete de jornal, de rádio e despertar o raciocínio analítico nos nossos conterrâneos. Fico feliz em ter encontrado neste espaço o vereador João Batista que antes tratou o referido como um veículo de “elitismo”. Sinto pena do seu trato ao nosso Castelinho (quartinhos…), mas só não queira que eu o discrimine; agradeço a ajuda (o melhor local para receber o turista e comemorar é a sala…). Por isto insisto que ali deveria servir de balcão público para atendimento ao turista / receptivo, lojinhas de artesanato. Depois, o sítio do Convento, em sua área abaixo do prédio está localizado em região central da cidade. Descentralização é desculpa fiada. Festa em área aberta é outra coisa. O povo vai mesmo! O Ginásio de Esportes, apesar dos diversos problemas técnicos que apresenta, já recebeu grandes eventos. Só eu promovi dois com casa cheia ali.
Quem me conhece sabe muito bem que cresci dentro da Secretaria de Turismo de Triunfo. Aprendi nos seminários, moldei meus conhecimentos. Não esqueço nunca o Seminário sobre Educação Patrimonial, em 1994, na Escola Stella Maris. Honro orgulhosamente cada idéia trabalhada e as carrego comigo. Defendo, sim, nosso patrimônio tangível e intangível, pois venho desde criança crescendo em meio a eles. Não é justo que uma pessoa que não mostra qualquer compromisso com a cultura, a ponto de defender um cantor de forró estilizado numa jornada cultural, venha se armar de ostracismo e tecer acusações iníquas neste espaço (um blog que trata de cultura), tentando justificar um erro e satisfazer o seu ego (…não vimos qualquer motivação, a não ser pessoal e desprovida de amor à Triunfo…). Os meus argumentos sobre o projeto do Pátio estão muito bem justificados e fundamentados no artigo original. Quem leu e não se vestiu do véu da ignorância para absorvê-los enxergará muito bem o propósito em se defender o que acredito ser o melhor para Triunfo. A opinião é minha. Não sou dono da verdade! Apenas lamento ter que voltar a escrever para rebater as acusações pessoais. Este não é o foco real da questão. Cuidado: políticos têm o costume de querer desviar a atenção das pessoas para alvos diversos do X da questão. Pura artimanha!
Vejam, por exemplo, considerações a cerca do artigo em comunidades no orkut:

*Se o povo tivesse conhecimento do valor histórico,o valor sentimental daqueles que conheceram e conhecem a historia do castelinho e das casas jamais pensariam em destruí-los.O povo tem que entender que a cada patrimônio que é destruído, é também nossa história que esta indo por terra.Como poderemos falar a nossos filhos a nossa história se as provas estão sendo destruídas?Aqui também vai o meu voto de repugnância por tamanha barbaridade;

*Denis, você esta de parabéns por esta luta! Realmente não merece ser destruído um patrimônio histórico, pra uma construção desastrosa desse tipo…. Cadê a área do IPA? Era o local ideal pra o parque, mas os fatos foram superados por outros motivos, que toda população triunfense é testemunha…. Por que não usufruir da área do matadouro? da área abaixo do convento? parabéns mano….;

*Já digo há tempo, onde querem fazer é inviável. Querem abrigar muita gente na festa, por que não aterram o açúde e derrubam o Guarani?Exageros a parte, é uma pena mais um velho casarão que será destruído, depois falam em turismo;

*Gostei da manifestação do Dênis. É interessante observar como as queixas se repetem neste espaço. Estas queixas advém de uma proposta de gestão desqualificada e sem identidade com Triunfo. Está na hora de Triunfo acordar, dá um basta nesta oligarquia (Melo Bonfim) instalada há exatos 20 anos, q aos poucos vem minando a capacidade de pensamento político da nossa população, bitolando o crescimento intelectual e o reconhecimento da idéia de sociedade (cultura local) em nosso povo. As pessoas que compreendem a dimensão desta problemática são várias, mas precisam se organizar e se colocarem politicamente. Esta é a solução para dar ao Triunfo o que ele merece.

E aí, nobre vereador, será que estou reclamando sozinho? Será que o resto do mundo está errado?
É melhor ser um grito de desespero a um silêncio contrariado! Não precisamos colocar os dez dedinhos na calçada da fama para o progresso acontecer.
Vamos pensar mais em Triunfo e deixar de lado o nosso orgulho.

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