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Cordel e Cangaço

julho 7, 2009
Para minha alegria chegou mais um e-mail enviado pelo produtor cultural Manoel Severo, curador do I Seminário Cariri Cangaço (a ser realizado em setembro), o qual nos revela informações preciosas a respeito da relação cordel e cangaço. Vamos ao que interessa.

I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO
De 22 a 26 de Setembro de 2009
Crato, Juazeiro e Barbalha.

O cordel, no decorrer dos tempos, desde seu surgimento no Brasil, contribuiu para a autenticidade e reconhecimento da cultura nordestina, centrando-se mais na oralidade e trazendo consigo elementos eruditos agregados ao popular, tendo como aspecto marcante a reivindicação social e política, onde o poeta não é só o repórter da realidade, mas interfere nela, tentando modificá-la com o seu discurso lírico e avançando diante das temáticas de cangaceiros, de bichos que falavam de princesas e cavaleiros andantes.
A sua origem remete-nos à Espanha e Portugal, de modo que no Nordeste, obteve grande desenvolvimento, por diversas maneiras, principalmente através da oralidade. O nome Literatura de Cordel, oriundo da maneira como os folhetos eram encontrados à venda nos mercados e feiras, passou por diversas etapas, em seu desenvolvimento, até chegar atualmente ao mundo virtual e computadorizado, dando mais visibilidade à essa expressão cultural.
A Literatura de Cordel e também a Xilogravura aparecem como elementos que têm, em seu bojo, uma ligação com a temática do Cangaço, já que, tanto os cangaceiros, quanto os poetas populares, utilizavam e ainda utilizam o fenômeno do cangaço como mote para composição de suas quadras, poesias e cantorias.
Nos momentos escassos de paz, os cangaceiros achavam tempo para compor poemas, quadras, músicas e cantorias, versejando romances, vitórias, glórias, e muito mais. Havia bons poetas e cantadores entre os grupos, a exemplo de Gitirana, considerado o maior improvisador do cangaço, Zabelê e o próprio Lampião.

Além dos próprios cangaceiros em suas criações poéticas, incontáveis cantadores, poetas e repentistas, vendedores de cordel nas feiras sertanejas também cumpriam com sua parte, na propagação do mito lampiônico, relatando em seus versos os acontecimentos e fantasias a respeito do Rei do Cangaço, o que foi um dos fatores marcantes para a circulação das “notícias” do cangaço. Hoje temos grandes nomes na arte de criar os livretos e xilogravuras, concentrados, na grande maioria por todo o Nordeste e o que vemos é que Lampião e o Cangaço são temas que, até hoje, servem de inspiração para suas artes.

Essa e muitas outras histórias sobre as ligações entre CANGAÇO E CORDEL estarão sendo expostas pelo jovem pesquisador e escritor de Paulo Afonso; Rubervânio Lima, tudo isso em setembro, no I Seminário Cariri Cangaço, aqui, na região mais bonita de nosso querido Ceará.

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