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Choro pernambucano perde o músico Tonhé

maio 28, 2009
O choro pernambucano perdeu ontem (26) um de seus mais tradicionais violonistas. Antonio Xavier de Brito, Tonhé, 80 anos, morreu apresentando um quadro de insuficiência respiratória e cardíaca. O artista lutava há seis anos contra um problema renal que o levava a fazer três sessões semanais de hemodiálise. Sua última apresentação em palco ocorreu no 15º Festival Nacional da Seresta, no Marco Zero (Bairro do Recife), no dia 9 de maio passado, integrando o Conjunto Pernambucano de Choro, do qual foi fundador. Deixa esposa, seis filhos e nove netos.Mentor musical de seu sobrinho, o maestro Marco César, Tonhé se iniciou na música ainda criança incentivado pela mãe, também violonista. Autodidata, ensinou o que aprendeu ao irmão Manoel Xavier de Brito, Tosinho, pai de Marco César. Mecânicos e motoristas de caminhão, ambos se revelaram tocando na Rádio Difusora de Pesqueira, no Agreste pernambucano. Ao se mudar para a capital, Tosinho montou uma oficina mecânica – depois ampliada para retífica – e trouxe Tonhé. Segundo Marco César, muitas vezes o pai e o tio conquistavam clientes pelo interesse em comum pela música. Eram sempre convidados para tocar em saraus nas casas de amigos e despontaram no lendário programa Quando os violões se encontram, da Rádio Jornal do Commercio, na chamada época de ouro, ao lado de outros instrumentistas expressivos como Canhoto da Paraíba, Zé do Carmo, Ernani Reis e Dona Ceça. “Ele (Tonhé) tinha um ouvido muito bom para a música. A pessoa abria a boca e ele já caía no acorde”, lembra o sobrinho.A frequência nos saraus e a audiência no rádio provocou uma cobrança para que os irmãos se apresentassem para o público em geral. Em 1977, Tosinho, Tonhé e Marco César fundaram o Conjunto Pernambucano de Choro. Após 15 anos tocando em bares da cidade, o grupo, já com outros integrantes, profissionalizou-se.Com o conjunto, Tonhé se apresentou no interior e fora do Estado. Gravou dois LPs. O primeiro, nunca lançado, foi a última gravação da Fábrica de Discos Rozenblit, que encerrou as atividades em 1983. O segundo, Sentimentos, foi lançado em 1991, foi depois reeditado em CD.Servidor público aposentado do Estado, Tonhé foi professor do Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife e era vice-presidente da Academia Pernambucana de Música.

FONTE: JORNAL DO COMMERCIO

http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/noticia/2009/05/26/choro-pernambucano-perde-o-musico-tonhe-188773.php
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