Skip to content

Aniversário de Carlos Pena Filho

maio 16, 2009
O poeta encantou-se, como se diz aqui no Pajeú, muito jovem. A exemplo de Noel Rosa que também faleceu precocemente, apesar do pouco tempo nos deixou uma obra rica. Descobri Carlos Pena Filho em 1994, quando passava pela avenida Guararapes no centro do Recife. Sentindo muito calor, entrei no primeiro local que tivesse água ou um refrigerante bem gelado. Eis que havia invadido o famoso ponto de encontro dos boêmios da capital que era o Bar Savoy. Nas suas paredes o famoso refrão de autoria de Carlos Pena Filho:

“São trinta copos de chopp,

são trinta homens sentados,
trezentos desejos presos,
trinta mil sonhos frustrados.”

Hoje, o “Savoy” já não existe. Porém, amanhã é dia do aniversário de nascimento de Carlos Pena Filho. Fica a nossa lembrança. Segue abaixo um pouco de quem foi esse poeta pernambucano, sobretudo recifense.

CARLOS PENA FILHO

(extraído do site: Pernambuco de A a Z)

Poeta, Carlos Pena Filho nasceu no Recife, a 17 de maio de 1929 e aos quatro anos de idade foi morar na casa de familiares em Portugal. Em 1941, retornou ao Recife, onde freqüentou o curso secundário (Colégio Nóbrega) e em seguida passou a estudar Direito. Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto “Marinha”, foi publicado em 1947 pelo Diario de Pernambuco. Em 1952, reuniu poemas e sonetos e publicou o primeiro livro, “Tempo de Busca”. Em 1954, ao chegar em Parnamirim numa caravana de estudantes universitários que participavam da campanha do candidato a governador Cordeiro de Farias, foi baleado (31 perfurações no corpo) durante uma confusão entre um morador e soldados da Polícia Militar. Em 1955, publicou seu segundo livro, “A Vertigem Lúcida”, premiado pela Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco. Bacharelou-se em Direito em 1957 e no ano seguinte publicou o seu terceiro livro, “Memórias do Boi Serapião”, um poema longo com projeto gráfico e desenhos de Aloísio Magalhães. Em 1959, lanço o “Livro Geral”, reunindo sua obra poética já editada acrescido de poemas novos, pela Livraria São José, Rio de Janeiro, livro com o qual conquistou, naquele mesmo ano, o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro. A 26 de junho de 1960, o Jornal do Commercio, do Recife, publicou o seu último trabalho: a poesia “Soneto Oco”. A 27 de junho de 1960, sofreu um grave acidente de automóvel, no Largo das Cinco Pontas, Recife, ficando três dias em estado de coma. Morreu no hospital, a 01 hora da manhã de 01 de julho de 1960. No ano seguinte (1961), a União Brasileira de Escritores instituiu o Prêmio Carlos Pena Filho de Poesias. Atuou, também, como compositor em parceria com Capiba, com quem compôs as seguintes canções: “A Mesma Rosa Amarela”, “Claro Amor”, “Pobre Canção” e “Manhã de Tecelã”, todas gravadas em 1960 (selo Mocambo) sob o título “Sambas de Capiba”. Depois de sua morte, teve alguns dos seus poemas musicados pelo próprio Capiba e por outros compositores. Na imprensa do Recife, atuou como repórter político mas, segundo seus contemporâneos, não tinha a menor vocação para o jornalismo, sua paixão era mesmo a literatura.

Fonte: http://www.pe-az.com.br/subsecao_ler.php?id=NDQy

Para mais informações a respeito de Carlos Pena Filho: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Pena_Filho
Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: