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Marco César

maio 12, 2009
Após alguns dias afastado do blog, retomo minha contribuição ao amigo Lucivaldo Ferreira. Semana passada no Recife, ouvi falar da apresentação que o Conjunto Pernambucano de Choro faria no Festival Nacional da Seresta. Infelizmente não tive como participar. Acompanho o trabalho do grupo que conta com apenas um Cd. Anos atrás tive oportunidade de conversar com Ephrém e seu pai – o Sr. Tonhé (violonista do conjunto e compositor), uma simpatia de pessoa, muito carismático. Já no ano passado, esteve aqui em Triunfo o virtuose bandolinista Marco César. Natural de Pesqueira, Marco é um dos mais renomados músicos do Brasil e de uma simplicidade cativante. Já se apresentou várias vezes aqui em Triunfo durante a Festa dos Estudantes e diz ter um carinho especial pela cidade. Recentemente, Marco César foi convidado pelo maestro Leandro Carvalho, para gravar com a Orquestra do Mato Grosso a suíte Retratos de autoria de Radamés Gnattali. A Orquestra do Mato Grosso e o seu regente Leandro Carvalho que também passaram aqui por Triunfo é um capítulo à parte. Segue abaixo um artigo publicado no Diário de Pernambuco que nos revela um pouco de Marco César.
HISTÓRIA DE SUCESSO // INFÂNCIA DOS BANDOLINS
Um dos destaques da música brasileira, Marco César Brito confessa que paixão
pela música vem da infância – embalada pelas rodas de choro
Raítza Vieira // Especial para o Diario
raitzavieira.pe@diariosassociados.com.br

Quem gosta do som do bandolim, seja músico ou não, com certeza já ouviu falar no bandolinista Marco César Brito. Conhecido e reconhecido nacionalmente como um dos destaques da música brasileira, atualmente, leciona no Conservatório Pernambucano de Música e no Centro Federal de Educação Tecnológica, além de dirigir o Coral Edgard Moraes e fazer parte do Conjunto Pernambucano de Choro, do Sexteto Capibaribe, do Grupo Chorando em PE e da Orquestra Retratos do Nordeste. Fora essas atividades, ainda tem muitos outros projetos paralelos encaminhados.
O gosto pela música começou na infância. Segundo ele, surgiu como presente de seu pai e dos grandes amigos dele, tais como Canhoto da Paraíba, Rossini Ferreira e Henrique Annes, que eram freqüentadores de inúmeras rodas de choro e de serestas no Recife. “Esses momentos eram divinos, mágicos e apaixonantes porque me fizeram decidir a vida profissional”, conta. Entretanto, o caminho foi longo e difícil para chegar onde está. Ele começou tocando “apenas” o violão de sete cordas, depois passou para o violão de seis cordas, posteriormente o bandolim e o cavaquinho. “No começo, tive inúmeras dificuldades de aprender o bandolim porque não era um instrumento ensinado na escola de música. Passei a buscar informações com os amigos músicos e fui concebendo uma filosofia de trabalho. Então, dediquei uma boa parte do meu tempo ao estudo e ao aprimoramento musical”, conta. Dedicou-se ao bandolim por acreditar muito na possibilidade de sobreviver com música e desenvolver um trabalho como solista profissional.Então, aos 27 anos, decidiu fazer o curso de música da UFPE. Mesmo antes da conclusão da graduação, em 1992, já fazia parte do Conjunto Pernambucano de Choro. Mas, nem por isso, estava com uma estabilidade financeira. Ele lembra que uma vez precisou comprar um sapato à prestação e o vendedor ironizou o seu pedido, dizendo que ele apresentava uma renda que não dava para abrir um crediário na loja. “Fiquei desesperado porque, na época, precisava muito de um figurino mais sofisticado para se apresentar em outros eventos mais importantes. Trabalhei em bares para pagar as minhas despesas com estudo, alimentação e transporte. Mas, sempre acreditei na música”, confessa. E com o tempo e muito esforço, aprimorou a sua técnica e ganhou destaque na profissão. “Hoje, posso afirmar que vivo de e para a música. Mas, infelizmente, o Brasil ainda não reconhece a música como uma profissão. E aí a maior parte dos músicos não consegue sobreviver apenas da música. Mas temos que acreditar, trabalhar, estudar e nos fazer respeitar. Precisamos lutar para que haja mais espaço para o músico tocar e sobreviver da profissão”, fala. Ele ainda diz para aqueles que queiram fazer música que devem gostar de estudar e buscar a perfeição, respeitando a ética e as diferenças. “Devem conhecer todas as áreas que se relacionam com a música, desde o repertório à sonorização de palco. Conhecer leis e um pouco de administração. Além de manter sempre um ritmo de trabalho profissional atendendo aos requisitos de cumprimento de hora, apresentação visual e figurino”.

Breve perfil

– Marco César de Oliveira Brito, 48 anos

– Formado em geografia pela UFPE

– Formado em música pela UFPE

– Especialização em supervisão pedagógica pela Universidade Salgado de Oliveira

– Membro da Academia Pernambucana de Música

– Professor do Conservatório Pernambucano de Música e Centro Federal de Educação Tecnológica

– Instrumentista do Conjunto Pernambucano de Choro, Orquestra Retratos do Nordeste, Sexteto Capibaribe, Grupo Chorando em PE e solista convidado de orquestas sinfônicas, bandas e grupos de câmara

– Diretor musical do Coral Edgard Moraes- Direção musical de espetáculos e lançamentos dos CDs: Sexteto Capibaribe Vols. I e II, Coral Edgard Moraes 20 anos, Dalva Torres canta Antonio Maria “Ao amor onde o amor foi demais”, Grupo Arabiando Vol I

– Projetos culturais: professor da Mostra Internacional de Música de Olinda (Mimo) das oficinas de Cordas Dedilhadas (setembro de 2008)

– Projetos musicais: convidado do Projeto Música no Museu, no Museu da Casa Brasileira em São Paulo, sob a curadoria de Antonio Nóbrega (junho de 2008)

– Convidado especial do Mandopolis Festival

– 5º Encontro Internacional de Bandolinistas – Sul da França (julho de 2008)

– Convidado de Antonio Nóbrega para participar do projeto Nove de Fevereiro com lançamento do DVD e CDs. Vols. I e II (agosto de 2008)

FONTE: http://www.diariodepernambuco.com.br/2008/11/08/guiaprofissoes1_5.asp

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