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O BRASIL SE DESPEDE DE AUGUSTO BOAL, O EMBAIXADOR MUNDIAL DO TEATRO

maio 3, 2009

Criador do Teatro do Oprimido faleceu na madrugada deste sábado (2)

Será cremado esta tarde no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio, o corpo do diretor teatral e dramaturgo Augusto Boal.
Boal estava internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio e nos deixou por volta das 2h40 deste sábado. Ele tinha 78 anos e sofria de leucemia.
Em março deste ano Augusto Boal foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro.
Augusto Boal foi uma das grandes figuras do teatro contemporâneo. Nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de março de 1931. Foi o idealizador do Teatro do Oprimido, que tem como proposta transformar o espectador em elemento ativo do espetáculo. Segundo ele próprio, conceito que ensinava “as pessoas a se inserirem na sociedade”.
Graças ao seu trabalho com o Teatro do Oprimido, Boal chegou a ser indicado para o prêmio Nobel da Paz de 2008. Formado em química, Boal estudou dramaturgia em Columbia, Nova York.
Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/03/e030525570.asp
Saiba mais sobre o dramaturgo Augusto Boal
Artigo extraído da Folha Online

O dramaturgo, diretor teatral e ensaísta Augusto Pinto Boal nasceu em 16 de março de 1931 no Rio de Janeiro.
Um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, Boal foi um dos principais líderes do Teatro de Arena de São Paulo nos anos 60 e foi o criador do teatro do oprimido, metodologia que reúne teatro a ação social.
Formado em química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1950, ele viajou para Nova York para estudar teatro na Universidade de Columbia.
Ao retornar ao Brasil, passou a integrar o Teatro de Arena de São Paulo, dividindo a direção com José Renato.
Na companhia, ele adaptou o método de Stanislavski à realidade brasileira e ao teatro de arena, além de influenciar o grupo na defesa da ideologia de esquerda.
Sua estreia na direção no Teatro de Arena com “Ratos e Homens”, de John Steinbeck, lhe rendeu o prêmio de diretor revelação pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), em 1956.
Na sua parceria com o Oficina, resultou a adaptação de “A Engrenagem”, de Jean-Paul Sartre, concluída por ele e José Celso Martinez, em 1960.
Boal se tornou neste mesmo ano um dos grandes dramaturgos brasileiros com “Revolução na América do Sul”, com direção de José Renato.
Em 1962, com a saída de José Renato, ele virou o principal nome do Arena, encenando “A Mandrágora,” de Maquiavel, e “O Noviço”, de Martins Pena.
Outro marco em sua carreira foi “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams, nova colaboração com o Oficina.
Durante a ditadura, Boal dirigiu o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão (depois substituída por Maria Bethânia), no Rio de Janeiro. O evento passou a influenciar a cena artística brasileira do período e lançou a semente para o nascimento do Grupo Opinião.
No mesmo período, Boal chegou a ser preso e torturado. Ele, então, foi para o exílio, e retornou para o país em 1984. No ano seguinte, dirigiu o musical “O Corsário do Rei”, com músicas de Edu Lobo e letras de Chico Buarque.
Teórico
Em seu trabalho como teórico teatral, Boa escreveu títulos como “O Teatro do Oprimido e Outras Políticas Poéticas”, “Exercícios para Ator e o Não-Ator com Vontade de Dizer Algo através do Teatro” e “Jogos para Atores e Não Atores”.
Sua atuação na cena teatral fez com que a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) o nomeasse Embaixador Mundial do Teatro pela Unesco em março deste ano.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u559593.shtml
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