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SALVE, MESTRE PIZIN DIN!

abril 23, 2009

Há 112 anos vinha ao mundo um dos gênios da música brasileira e por que não dizer da música mundial.

No dia 23 de Abril de 1897, no Rio de Janeiro, nascia Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, autor de clássicos como Carinhoso, Lamento e Rosa.
Em agosto de 2002 a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que define a o dia do aniversário de Pixinguinha como Dia Nacional do Choro. A lei foi sancionada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 04 de Setembro daquele mesmo ano.O projeto, de autoria do então senador
Artur da Távola, foi originado por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e de seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello..
Pixinguinha nos deixou em 17 de fevereiro de 1973.

Biografia:
(Fonte: http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_881.html)

Alfredo da Rocha Vianna Filho ou Pixinguinha, nome que mistura o dialeto africano “Pizin Din” (menino bom), dado por uma prima, com “Bexiguinha”, por ter contraído bexiga, foi um dos músicos mais importantes da fase inicial da Música Popular Brasileira (MPB). Com um domínio técnico e um dom de improvisação encontrados nos grandes músicos de jazz, é considerado o maior flautista brasileiro de todos os tempos, além de um irreverente arranjador e compositor. Entre suas composições de maior sucesso estão Carinhoso (1923), Lamento e Rosa. Neto de africanos, começou a tocar, primeiro cavaquinho, depois uma flautinha de folha, acompanhando o pai que tocava flauta. Aos 12 anos, compôs sua primeira obra, o choro Lata de Leite. Aos 13, gravou seus primeiros discos como componente do conjunto Choro Carioca: São João Debaixo D’Água, Nhonhô em Sarilho e Salve (A Princesa de Cristal). Aos 14, estreou como diretor de harmonia do rancho Paladinos Japoneses e passou a fazer parte do conjunto Trio Suburbano. Aos 15, já tocava profissionalmente em casas noturnas, cassinos, cabarés e teatros. Em 1917, gravou a primeira música de sua autoria, a Valsa Rosa, e, em 1918, o choro Sofres Porque Queres. Nessa época, desenvolveu um estilo próprio, que mesclava seu conhecimento teórico com sua origem musical africana e com as polcas, os maxixes e os tanguinhos. Aos 20 anos formou o conjunto
Oito Batutas (flauta, viola, violão, piano, bandolim, cavaquinho, pandeiro e reco-reco). Além de ter sido pioneiro na divulgação da música brasileira no exterior, adaptando para a técnica dos instrumentos europeus a variedade rítmica produzida por frigideiras, tamborins, cuícas e agogôs, o grupo popularizou instrumentos afro-brasileiros, até então conhecidos apenas nos morros e terreiros de umbanda, e abriu novas possibilidades para os músicos populares. Na década de 1940, sem a mesma embocadura para o uso da flauta e com as mãos trêmulas devido à sua devoção ao uísque, Pixinguinha trocou a flauta pelo saxofone, formando uma dupla com o flautista Benedito Lacerda. Fez uma parceria famosa com Vinicius de Moraes, na trilha sonora do filme Sol sobre a Lama, em 1962.
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