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Raphael Rabello

abril 16, 2009
A escola do violão brasileiro sempre teve grandes mestres. João Pernambuco, Américo Jacomino “Canhoto”, Meira, Dino 7 Cordas, Baden Powel, Dilermando Reis, Canhoto da Paraíba, Turíbio Santos, Sebastião Tabajós, Garoto, Yamandú Costa, Leandro Carvalho, Toquinho, Levino Conceição, Alessandro Pennezi, … e tantos outros que não me recordo no momento. Porém, para mim, como solista Raphael Rabello foi o maior, o melhor, o mais completo. Não possuia limitações. Com técnica apurada, velocidade, sentimento, dominava vários estilos, se destacando no choro. Era um violão com alma. Lamentável ter falecido tão cedo. Abaixo um pouco de quem era Raphael Rabello em matéria de Flávia Duarte para o Correio Brasiliense.

Grande violonista

Há exatos vinte anos, um acidente mudaria para sempre a trajetória de um dos mais talentosos violonistas e compositores brasileiros. Aos 27 anos, Raphael Rabello se envolveu em um grave acidente de carro. Foi preciso um tratamento delicado, incluindo transfusões de sangue. Uma sequela transformaria sua vida. O sangue que Raphael recebeu estava contaminado com o vírus da AIDS. A notícia de que havia se tornado vítima da doença o deixou atordoado. Morreu de infarte, aos 32 anos, em abril de 1995. A morte de Raphael comoveu músicos de todo país. Seu trabalho era elogiado por gente renomada como como Tom Jobim, Ney Matogrosso, Paulo Moura e instrumentistas internacionais. Raphael era natural de Petrópolis, nascido em uma família de músicos. O irmão mais velho foi seu primeiro professor de violão e a irmã Luciana Rabello era conhecida por tocar cavaquinho. O gosto pela músico deu sinais cedo. Na adolescência, já era profissional. A primeira apresentação foi aos 14 anos. Depois veio o primeiro disco, em 1991, gravado com Dino 7 Cordas. Nessa época, já tinha participado, como instrumentista, do samba de João Nogueira. No exterior também fez sucesso. Ele tocava muitos estilos, mas era no choro que mais se destacava. Deixou 16 discos gravados, alguns solo e outros em duo com grandes nomes da música nacional. Seu último trabalho foi um disco com a obra do compositor Capiba. Nessa derradeira obra, ele produziu, tocou, fez arranjos e depositou as últimas forças do organismo enfraquecido. Raphael tinha uma grande ligação com Brasília. Dois de seus irmãos, jornalistas, moravam aqui. Além de visitá-los, o músico veio à capital fazer shows muitas vezes. Ajudou a arrecadar fundos para que o Clube do Choro voltasse a funcionar. Foi tão importante para que isso acontecesse que recebeu uma bela homenagem. A escola de choro de lá, inaugurada em 1998, tem o nome dele: Escola de Choro Raphael Rabello.
Fonte: https://www2.correioweb.com.br/cbonline/super!/sup_sup_50.htm
Texto: Flávia Duarte
Editor: Ana Sá // Anasa.df@diariosassociados.com.br
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