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Nunca foi tão presente a ausência de Deus entre nós

abril 16, 2009
Um artigo do médico Ronaldo Lessa publicado no caderno “Opinião” do Diário de Pernambuco de hoje, me tocou profundamente. Nos leva a pensar o que desejamos para nossas vidas. Divido a reflexão com os amigos e leitores do blog.

Equação da esperança

Vivemos um tempo em que a família se encontra machucada. Composta por indivíduos que não obstante dividam o mesmo espaço físico, já não convivem. Pai e filhos brigados, irmãos que não conhecem irmãos… e como em uma grande avalanche essas questões assumem proporções gigantescas, resultando no indivíduo doente, nas famílias enfermas e na sociedade agonizante. E como em uma doença que se alastra pelo organismo, o resultado é a humanidade na UTI do desamor e da fragilidade espiritual. É por estas e outras que digo sem medo de errar, nunca foi tão presente a ausência de Deus entre nós. E é no cenário sombreado em que vivemos que Deus busca um espaço. Ao contrário das bebidas, a Graça de Deus pode ser consumida sem moderação. Para Ele não há lei seca! E não apenas me refiro a acreditar na existência de Deus, nem tão pouco a lembrar-se d’Ele nos momentos em que o sol pára de brilhar. Falo em experimentá-lo no dia-a-dia de nossas vidas, tornando-nos completamente dependentes da Sua presença. Precisamos acordar, conviver e adormecer na presença de Deus, não interessando quão bom ou ruim têm sido nossos dias. Nossa sociedade precisa de uma overdose do Criador. Vivenciamos um tempo onde só tem importância o que não é importante. Onde o que provoca interesse e é desejável geralmente é fugaz. Não há tempo para profundidades. Como alguém já disse, esta é a era das “coisas rápidas”. Costuma-se ver temas extremamente relevantes como a família, a adolescência, o casamento, a religiosidade, serem tratados de maneira inadequada, muitas vezes em programas de televisão, em horários inoportunos e por pessoas despreparadas. É claro que é muito difícil educar em uma sociedade como a nossa. Nós adultos sabemos o quanto é difícil ser diferente e o quanto é sofrido estar neste contexto. É um corre-corre interminável. Trabalho, negócios, estudos… Corre-corre para acumular, depois outro corre-corre pra gastar. E quando nos damos conta, somos partícipes desta ciranda que roda em ritmo de frevo. Mas se não há tempo para família, imaginem se haveria tempo para Deus… Por isso está na hora de parar. Temos que fazer questão em estar com nossa família. Temos que procurar, brigar, para ter tempo com qualidade ao lado deles. E você aí sentado, lendo este artigo poderia estar pensando neste exato momento, como é que vou arranjar esse tempo? E eu digo com todo carinho, se vire meu amigo. Temos que dar atenção a nossa família e atenção não se conta em horas, mas sim em qualidade de relacionamento. Nós, pais e mães, temos que assumir esta responsabilidade. Precisamos educar nossos filhos preparando-os para serem cidadãos e ensinando-lhes uma religiosidade sadia. Para serem bons cidadãos, é nossa obrigação ensiná-los educação doméstica, ensiná-los os princípios de uma convivência social saudável, ensiná-los a viver em coletividade. Para ensiná-los uma religiosidade sadia precisamos com a ajuda do Espírito Santo, ensiná-los a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E o demais é extensão deste conceito Bíblico, praticar a solidariedade, a gratidão, praticar o amor. E quando falo de amor, além do amor sentimento, o amor entre cônjuges ou o amor de pais para filhos; também me refiro ao amor no sentido mais amplo, ao qual se referiu James Hunter. O amor comportamento. E eu acrescentaria, o amor atitude, o amor compromisso. Amar inclusive de uma maneira não verbal. Amar com um olhar de acolhimento e aprovação. Amar com um toque de carinho ou de apoio. Amar com um sorriso de cumplicidade. Amar com uma lágrima de emoção ou com uma lágrima de solidariedade. Amar simplesmente por amar. E a equação é simples; criança que ama e conhece a Deus multiplicado por criança que é amada e cuidada pelos pais. O resultado só poderá ser criança segura e feliz, depois um adulto equilibrado, e finalmente pais compromissados que sabem o que é ser amado e por consequência que aprenderam a amar. Somente deste modo poderemos preservar a esperança em uma sociedade melhor.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/04/16/opiniao.asp

Texto: Ronaldo Lessa (Ronaldolessa@uol.com.br)
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