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DROPS DE SEGUNDA (OS REFUGOS DA ALTA BOMBONIERE)

março 16, 2009
Triste fim de chapeleta, o Ex-Careta

Numa segunda de carnaval, num ano entre o aqui e o acolá, saiu todo amostrado o chapeleta para a grande competição.
Com suas roupas de ouro, seu chapéu do tamanho do mundo, sua botas de couro de jacaré e sua máscara importada diretamente de Veneza, ele estava certo de que seria o grande vencedor da grande peleja anual dos ex-caretas.
Para ficar tão bonito, gastou tudo o que tinha na compra de adereços e eram tantos que dariam para enfeitar um carro alegórico, daqueles que tem lá pras bandas do Rio de Janeiro, e ainda sobraria enfeite.
Mas como diz chapeleta: “Os fins justificam os meios e pra quem sabe calcular vale muito a pena gastar quinhentos pra apurar mais de mil”.
O relho de chapeleta era cheio de frescura: cabo de marfim, ponteira de fibra ótica, corda seda chinesa… No tempo d
os Caretas (e isso já faz muito tempo) relho que era relho estalava, mas na moda do chapeleta relho tem que estrelar.
Chegando a avenida central teve inicio a competição, mas algo estava errado, pois além do chapeleta não havia mais nenhum competidor.
Será que haviam esquecido? Será que não houve divulgação?
Bom, não importa. O que importa é que chapeleta, rapaz direito que é decidiu fazer assim mesmo sua tão ensaiada exibição, só pra ninguém comentar que ele papou o prêmio sem nada ter feito para merecer.
Chapeleta respirou fundo, mirou os distintos jurados e logo que ouviu seu nome anunciado no carro de som começou o seu balé: Deu três pulinhos pra esquerda, um cangapé, dois rabos-de-arraia, quatro
plie , cinco padedê e descambou na carreira.
Até que estava muito bonito o arroxa do ex-careta. O problema é que na hora de estal… digo, estrelar o seu relho o chapéu pendeu para um lado, as fitas embolaram no salto das botas do chapeleta e na agonia de não dar com a cara no calçamento, o nosso herói perdeu o impulso e o relho bateu fofo.
Chapeleta fez um pantim pra mostrar que estava tudo bem com ele, deu mais um pulinho e tentou mais uma vez pipocar o seu chicote, mas desta vez foi pior, pois o relho enganchou nas pernas do pobre palhaço. Daí ele perdeu de vez o equilíbrio, cambaleou e caiu de cara aos pés do inventor daquele grande evento. Ali caiu, ali adormeceu e nunca mais acordou.
Agora não tem mais carnaval, não tem estalo de relho, não há mais máscara, chapéu, nem tabuleta. Acabou-se a alegria, acabou-se a fantasia… Todo culpa do chapéu… O chapéu do chapeleta.

P. S.:Para que sabe ler, um traço é palhaço!

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