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PITACO CULTURAL

março 5, 2009
Avaliação
Após alguns dias impossibilitado de realizar minhas postagens aqui no blog, retomo o compromisso assumido com o amigo Lucivaldo Ferreira de dar minha humilde (porém sincera e honesta) colaboração ao Boom. Quero firmar que ao menos duas vezes por semana vou participar com minhas opiniões despretensiosas em uma coluna batizada com o nome Pitaco Cultural. Indo ao que interessa; um assunto tem me deixado inquieto esta semana. O que pode ser dito do carnaval 2009 em Triunfo? O Governo do Estado deu apoio maçiço ao evento assim como durante o ano passado quando trouxe entre outros: Bicharada de Mestre Jaime, Jair Rodrigues, Nando Cordel, Geraldo Azevedo, Jorge Aragão, … No carnaval 2009: Maracatu Leão Nazareno, Grupo Indigena Tupinambá, Ed Carlos, Art Popular, Almir Rouche, D´Breck, Revelação, etc. Também sugeriu a adoção de um edital para o Concurso dos Caretas, além de patrocinar a premiação. A motivação de toda esta parceria entre governo estadual e municipal se dá através da tradição triunfense de se brincar o carnaval e mais ainda ao rei do nosso folclore: o careta. O problema é que (sejamos francos) já não se vê careta na rua como antigamente. Algo precisa ser feito. As iniciativas tomadas ao longo dessas últimas duas décadas, acredito eu, foram sempre bem intencionadas, mas não estão tendo os resultados esperados. Um debate tem que ser aberto visando procurar soluções. Não se vêem mais trecas saindo dos bairros e praticamente a única oportunidade de se vê careta na rua é no dia do concurso devido ao dinheiro da premiação. Está deixando de ser uma tradição e passando a ser evento para turista apreciar. O triunfense é hospitaleiro por natureza e sendo eu um profissional da área do turismo creio que o turista tem de vir a Triunfo participar da nossa folia, brincar, se confraternizar. É correto o zelo, cuidados e providências no sentido de oferecer ao turista a melhor permanência possível em nossa cidade. Isso é o mínimo que se faz quando alguém chega a nossa casa, quanto mais no ramo do turismo que carece de profissionalismo. Mas apesar da importância do turista, ele não deve ser o motivo principal do carnaval. Isso é algo perigoso para atividade turística pois, mais dia menos dia o turista percebe que é algo artificial. É uma fórmula com tendência a se esgotar. Perdeu-se a originalidade, por isso, se um trabalho de resgate não for feito, o careta vai ser uma folia morta. Podemos citar como exemplo a cambinda considerada extinta aqui em Triunfo. Cadê as velhinhas, o urso (saudoso Paulo acompanhado por seu Ambrosino e sua sanfona pé-de-bode), o mela-mela, as bombinhas d’água? Quando se fala no passado nos chamam de saudosistas. Essa riqueza do autêntico carnaval triunfense está se perdendo. Esse era o espírito do carnaval de Triunfo que contagiava a quem brincasse em nossa cidade sempre reconhecida como referência nas festas de momo no interior pernambucano. Tem de ser avaliada a questão de como motivar os triunfenses a participar de maneira ativa, sadia, da vida cultural e social de nossa cidade. Qual a idéia/linguagem deverá ser utilizada para que o triunfense volte não somente a gostar mas sobretudo a viver suas tradições? Eis a questão.
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