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Lendas, botijas …

fevereiro 12, 2009
As lendas, dizem alguns, sempre tem um pouco de verdade. Sendo verdade ou fantasia elas fazem parte do nosso folclore e da nossa cultura. No livro “Flores do Pajeú – Histórias e Tradições” de autoria do historiador Belarmino de Souza Neto se encontra que: a “lenda é uma narração escrita ou oral, de caráter maravilhoso, na qual os fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou fantasia poética.” Algumas das mais famosas lendas versam sobre botijas. As botijas são baús ou potes enterrados guardando tesouros. Dizem os mais velhos que as botijas são amaldiçoadas e que ao tentar desenterrá-las vê-se assombrações. Nos contam também que esse tesouro é dado pela alma do dono que o enterrou revelando a localização da botija através de sonhos, sinais e aparições, para que assim possa descansar em paz. Quem consegue a façanha de desenterrar uma botija deve mudar de cidade e fazer muita caridade, pois só assim será feliz. Já o renomado pesquisador Frederico Pernambucano de Mello, da Fundação Joaquim Nabuco (PE), comunga da tese que o hábito de esconder botijas é produto de períodos conturbados da história que fazia com que o dono de tesouro o enterrasse como era de costume, temendo perdê-lo de alguma forma. Antigamente não existiam bancos e apenas no Rio de Janeiro, no século XIX, foi criado o Banco do Brasil. Diz Frederico que em Pernambuco foram achadas algumas botijas, mas da época dos holandeses, que por 24 anos ocuparam o Estado. Período este também marcado por intensas batalhas entre as tropas luso-brasileiras e holandesas. É sabido que também os cangaceiros guardavam seus tesouros em botijas e chegavam a enterrar até armamentos. Padre Frederico Bezerra Maciel, no terceiro volume da sua publicação denominada “Lampião – seu tempo e seu reinado”, relata sobre botijas que Lampião enterrou em várias partes do sertão, tendo inclusive um mapa de localização das mesmas, sendo uma escondida aqui em Triunfo. Era o chamado “Mapa das Sete Notas” e em Triunfo estava enterrada a botija sinalizada no mapa pela nota musical ré. Lampião, após o ataque mal sucedido à Mossoró em 1927, sendo perseguido pela polícia de vários estados e em fuga para o sertão da Bahia com seu grupo reduzido, teria passado nos locais estrategicamente espalhados e pego o tesouro de volta.
Lá no blog do Mungunzá Eletrônico – http://www.mugunzaeletronico.blogspot.com/ – tem uma lenda sobre a botija do Sítio Cajueiro. Como amanhã é sexta-feira fica aí o alerta para quem passar lá pras bandas do Cajueiro ou então aproveitar a oportunidade de botar as mãos na botija. Será verdade?
A Botija do Sítio Cajueiro
Reza a lenda que nas proximidades do Sítio Cajueiro existe um mistério. Muitas pessoas já avistaram, próximo aos tamboris, vultos e assombrações. Os mais velhos fazem referência a uma botija que ali se encontra, e que a alma presa a ela sempre surge nas noites frias de sexta-feira, suplicando que alguém a desenterre para que só assim o espírito penitente possa descansar.
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One Comment leave one →
  1. novembro 1, 2009 5:06 pm

    Olá, gostaria de saber se exixte livros a respeito das butijas ou artigos ou publicações em jornais. Qualquer coisa entrar em contato com danilomotos@hotmail.com.

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